A cirurgia ocorreu no dia 12 de dezembro, e a previsão é de que o órgão mecânico dure no corpo do menino por até duas semanas. Até lá, a família luta contra o tempo para encontrar um doador. Victor chegou a ser considerado compatível com um coração captado em Goiânia (GO), mas o transporte não pôde ser feito por causa de más condições climáticas.
Tia do garoto, a designer de bolos Cleonice Queiroz lançou uma campanha virtual para ajudá-lo. "Eu o vi nascer, dei o primeiro banho já em casa e morei com meu irmão por oito meses. O Victor é um sobrinho maravilhoso, tem um sorriso encantador e adora comer", diz. "Vê-lo assim me causa um angústia muito grande, principalmente por saber o quanto ele gosta de viver e luta para isso."
A síndrome foi descoberta ainda na infância. Apesar de ser considerada rara, já que apenas 1 a cada 5 mil pessoas são diagnosticadas com Marfan, há dois registros na família – o pai do menino também é portador. Nos últimos seis anos, o jovem passou por cinco operações, em válvulas cardíacas e na artéria aorta, além de colocar marca-passo. A última internação no Instituto de Cardiologia foi em 5 de outubro, de onde não pôde mais sair.
A condição alterou a rotina de toda a família, que precisou se mudar de Unaí (MG) para a capital do país em busca da "mais alta tecnologia". O pai, aposentado, e a mãe, secretária, passaram a dividir com a filha de 8 anos uma quitinete nas proximidades do hospital. Os genitores se revezam para permanecer ao lado de Victor 24 horas por dia e tranquilizá-lo a respeito da evolução da síndrome

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